Perspectivas de Crescimento para o Comércio Varejista

Fonte: Administradores.com

O reajuste do salário mínimo, a partir de janeiro de 2013, deve aquecer o setor de alimentos, supermercados, que continua sendo uma alavanca para o comércio, de uma forma geral. Para 2013, as vendas do varejo vão continuar crescendo em torno de 6%, enquanto que o PIB brasileiro, pode crescer em torno de 3% a 4%. Sustentado pelo aumento da renda do brasileiro, e pelo baixo desemprego, o comércio varejista está aquecido, e com boas perspectivas de crescimento para 2013. Outros dois fatores ajudaram no crescimento do consumo: Barateamento do crédito com a queda das taxas de juros, e as políticas fiscais do governo, a exemplo da redução do IPI para eletrodomésticos e automóveis. O crédito facilitado proporciona maior aumento do consumo das famílias, e agora as empresas varejistas possuem o seu próprio cartão de crédito, que funciona tanto como forma de pagamento, concessão de crédito direto, através de carnês, como também para criar relacionamento.

O cartão da loja facilita a venda e ajuda a fidelizar o cliente. Para 2013, as tendências mais fortes de consumo, são: produtos eletrônicos, os tablets de bolso, beneficiados pela portabilidade, um aparelho menor que possibilita carregá-lo de uma forma mais discreta. O smartphone com cara de tablet também vai vender muito, pois é um bom aparelho para quem estiver no trabalho e quiser assistir os jogos da Copa do Mundo. O celular não vai cair de moda, o consumidor vai sempre trocar por um lançamento, um aparelho mais moderno, desde que sua renda siga aumentando, subindo de patamar, ele vai comprando pelo desejo de status. Entre as categorias com maior potencial estão os produtos Premium, posicionados entre os itens populares e o mercado de luxo, TVs de tela plana com conexão wi-fi, produtos esportivos, movidos pelo clima da Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014.

O reajuste do salário mínimo, a partir de janeiro de 2013, deve aquecer o setor de alimentos, supermercados, que continua sendo uma alavanca para o comércio, de uma forma geral. Para 2013, as vendas do varejo vão continuar crescendo em torno de 6%, enquanto que o PIB brasileiro, pode crescer em torno de 3% a 4%. E a China? Para enfrentar a concorrência dos produtos chineses, a melhor lição é investir na qualidade, na inovação e durabilidade. O consumidor brasileiro mudou, passou a ser mais exigente, pelo fato de que a demanda reprimida que era forte no passado, agora acabou, e o consumidor quer um produto melhor, e não acredita ainda na qualidade dos produtos chineses. Por outro lado, a indústria brasileira deve criar estratégias de inovação, lançando tendências, como é o caso da indústria da moda. Somente com inovação e qualidade, a indústria pode agregar valor aos produtos e competir com a indústria chinesa.

Made in Japan, o consumidor confia na qualidade. Made in China, a qualidade é duvidosa? Uma outra alternativa, para o crescimento das vendas do comércio varejista é ajudar seus próprios clientes para aumentar a produtividade e ganhar mercado. Nos dias atuais, ajudar na gestão dos clientes é fundamental para a própria sobrevivência das empresas. Como exemplo, podemos citar o caso da Martins, que fornece 90% de suas mercadorias aos mercadinhos de bairro, microeempreendedores, que não têm conhecimento de gestão, de marketing e sofrem com as margens de lucro apertadas. Os Elaboração: Departamento de Políticas de Comércio e Serviços Secretaria de Comércio e Serviços 7 vendedores da empresa atacadista Martins, passaram a oferecer projetos de reforma das lojas e planos de gestão e marketing aos clientes varejistas, e com isso a rentabilidade cresceu 20%. Esta é a nova filosofia de vendas do comércio varejista: Não basta mais empurrar produtos ou mercadorias, é preciso ajudar os clientes a crescer, e assim, a empresa vende mais. A empresa, que daqui para a frente, criar vínculos de relacionamento com seus clientes vai crescer muito mais.
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